sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Réquiem da dúvida




Eu não sei onde vai dar essa estrada
se passar da madrugada
se chover e não molhar o chão
Eu não sei se há primavera no caminho
se é flor ou se é espinho
eu não sei se estou na contramão

Eu não sei se eu sinto falta ou sinto medo
se é notório ou se é segredo
se eu guardo ou deixo sair
Se eu me prendo num degrau dessa escada
se isso é muito ou quase nada
Eu não sei se posso admitir

Se está perto do meu ponto de partida
se é encontro ou despedida
se começa uma outra canção
Se eu vou plantar as minhas próprias flores
pra curar os desamores
e se cabe no meu violão

Só não negue do seu mundo o meu lugar
Guardado pra te esperar
Nas madrugadas que eu te sonho em mim
Só não fuja dessa ânsia de estar
Perto de quem não nega te buscar
Em cada passo distante do fim.

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