quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Anacrônico



Quem o ver chegar nem pensa... Nem em nada que não queira mais nem tampouco no que poderia se antes disso ele não tivesse passado.

E o amor tropeça na esquina, esbarra na chuva e pára pra ver se chaga a hora do almoço. O amor sente fome... E só ele pra matá-la com requintes de modernidade, com pitadas de antiguidade do que é tão clássico e medieval, do que é ontem e agora... Se na praça, na estrada amarela, no castelo... Se avenida, no engarrafamento, no apartamento... Se na vida ou na eternidade... O amor não pensa, só espera que chegues.

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