
Ela se exalta nas palavras e chora para que não haja mais nada a fazer depois que já está tudo posto. Ela, pálida, demora a contar os passos para livrá-los do assombro da avenida. Ela olha pela janela e repara as sombras que a lua projeta na calçada, e revela imagens nunca observadas.
Ela, calma, espera. Espera que o sol se ponha olhando pro relógio pendurado na cabeceira. Apronta-se e apaga a luz para que no breu percebas o grito aflito da pele despida de desvelo. Ela mancha a imagem do espelho com um gesto discreto que remonta o desejo, esbarra na cicatriz deixada pelo invisível e cai sobre o lençol que cobria o lar das lembranças mais felizes de toda a sua vida.
Ela isola o passado e aperta a mão do desconhecido... E, ainda triste, revela-se nua para os seus pensamentos mais tortos, que se deparam com um muro, mas já não voltam atrás.
Ela, calma, espera. Espera que o sol se ponha olhando pro relógio pendurado na cabeceira. Apronta-se e apaga a luz para que no breu percebas o grito aflito da pele despida de desvelo. Ela mancha a imagem do espelho com um gesto discreto que remonta o desejo, esbarra na cicatriz deixada pelo invisível e cai sobre o lençol que cobria o lar das lembranças mais felizes de toda a sua vida.
Ela isola o passado e aperta a mão do desconhecido... E, ainda triste, revela-se nua para os seus pensamentos mais tortos, que se deparam com um muro, mas já não voltam atrás.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
O que achou?