
Um beijo sem pretensão em cima da mão direita, sem formalidades ou coisa que o valha. Só o silêncio aplaudia em festa. E foi assim sempre, foi acontecendo devagar e foi tomando corpo. Se abrindo feito uma flro de girassol no verão, sentindo o pulsar de cada pétala, como o que viria a diante.
De repente, não mais era de nós dois, tormou-se solene feito valsa, aberto feito o oceano e livre como o vento, não vislumbrava muros. Desprendeu-se das amarras de outrora e ferveu que nem o vulcão mais latente, derramando o amor aos litros. Viu por vezes o solo nascer, viu o dia acabar, descansou no colo, adormeceu no peito, dormiu ao lado, morou no sonho... Brincou de ser criança, provou de uma mulher.
Hoje esse amor faz aniversário... seu primeiro aniversário! Hoje ele começa a colher os frutos do que vem plantando com tanto carinho. Esse amor que me entontece de ternura, que me acalenta com loucura... Ah, esse amor meio desajeitado, às vezes tímido. Esse amor meio louco, explosivo, que assusta! Esse amor é um labirinto em que gosto de me perder, é uma estrada breve que me leva ao longe!
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